Vou contar essa história completa, com nomes, fatos e sem floreios, porque ela pode evitar que outros cometam o mesmo erro.
Recentemente, assinei o plano pago do Gemini (Google). Dentre vários outros que possuo e alerto aqui também, CORRAM destes HUBs que tem por aí e que nem vou nominar. São "baratinhos" prometem acesso à quase todas as I.A.s do mercado mas, no fundo, no fundo, não são mais do que HUBs operando APIs cheias de gargalos e limitações. Quer I.A de verdade? Vai na fonte ou estude mais.
Mas continuando, não foi uma compra impulsiva. Antes de contratar, fiz exatamente o que qualquer consumidor minimamente atento faria: perguntei.
Perguntei diretamente ao sistema (IA do próprio Google) sobre uma funcionalidade essencial para mim: se os vídeos gerados pelo modelo Veo teriam marca d’água visível. como tem os do Sora 2, por exemplo, que também uso (via VPN)
A resposta foi clara. Direta. Sem margem para dúvida. (Tudo "printado")
Não teria.
Mas quem responde foi além: Disse que a identificação seria apenas invisível (SynthID) e que o material seria adequado para uso profissional, sem interferências visuais. E o afirmou categoricamente com a expressão EU GARANTO!
Essa informação foi uma das determinantes para a minha decisão de compra. A outra eram 5TB de espaço nas nuvens do Google Drive.
Assinei.
Comecei a usar.
E aí… a realidade apareceu:
Os vídeos têm, sim, marca d’água e BEM visível.
Voltei ao sistema. Questionei.
E veio algo raro:
A própria IA reconheceu o erro!
Admitiu, textualmente, A meu pedido, inclusive, fez uma declaração jurídica com TERMO DE RECONHECIMENTO DO ERRO! Disse, sem meias palavras:
que a informação prestada era falsa
que houve falha grave
que houve indução ao erro
Ou seja: não foi interpretação. Não foi ruído. Não foi “má compreensão do usuário”.
Foi informação errada, dada com segurança, em ambiente oficial, antes da contratação.
E por que isso é sério?
Porque não estamos falando de um “errinho técnico”.
Estamos falando de algo muito mais estrutural:
decisão de consumo baseada em informação incorreta fornecida pelo próprio fornecedor.
E tem mais.
Com base nessa confiança, iniciei a migração de aproximadamente 4 TB de dados profissionais para o Google Drive (incluído no pacote).
Resultado prático:
Hoje, não faz sentido cancelar o serviço. A reversão é complexa, até pela quantidade de dados que inseri no drive, seria trabalhosa e onerosa
Cria-se um cenário curioso:
você entra por uma PROMESSA… e depois descobre que sair não é tão simples.
O ponto aqui não é o dinheiro
Não pretendo ajuizar nada. Não pretendo cancelar.
O serviço, em outras frentes, me atende, especialmente o armazenamento.
Mas existe algo que não se recompõe com funcionalidade:
CONFIANÇA!
E essa, ao menos quanto aos serviços do GOOGLE, no meu caso, acabou.
O alerta (principal motivo deste post)
Se você usa ou pretende usar ferramentas de IA:
não trate respostas como garantias técnicas.
Mesmo quando:
parecem seguras
vêm de dentro do próprio produto
são dadas com convicção
Valide! Teste! Desconfie! inclusive do que lhe parecer óbvio.
Porque estamos entrando em uma nova realidade onde:
a interface responde como se soubesse… mas nem sempre sabe.
E pior:
às vezes influencia decisões reais com base nisso.
Conclusão
Continuarei usando o serviço. Mas de uma forma diferente.
Sem confiança NENHUMA!
Apenas com verificação.
E talvez… esse seja o novo padrão inevitável.
Se esse relato evitar que uma única pessoa tome uma decisão baseada em uma “garantia” que não é garantia… já valeu a pena.
Este artigo tem finalidade informativa e não substitui a análise jurídica individual do caso concreto.

